Essa semana, esperando o ônibus em frente ao Parque Chaoyang, me dei conta que estou realmente me adaptando à vida na China. Sem perceber, já me acostumei a andar de ônibus pela cidade e, por incrível que pareça, já consigo me localizar lendo as placas que mostram os itinerários de cada linha.

É muito mais fácil e organizado do que parece, basta saber um pouco de chinês.

Cada ônibus só para – e sempre para – nos pontos determinados. Não precisa fazer sinal, puxar cordinha ou apertar botão. Dentro de cada ônibus há um sistema de som que anuncia, em chinês, em que ponto o carro está parando e qual é o próximo ponto, e ainda tem mapas colados na parte interna que mostram o itinerário daquela linha com todas as paradas.

Isso é ainda mais fácil porque cada ponto tem um nome. Sabendo o nome do ponto onde você está, e o ponto que você quer ir, é só verificar as placas informartivas para descobrir qual ônibus faz esse trajeto, e com quantas paradas.

Esse itinerário pode ser conferido pela internet também.

O Amante na China está de volta, com um novo visual, mais dinâmico e interativo, repleto de novidades, mas com o mesmo bom humor e qualidade informativa de sempre.

Quando eu cheguei em Beijing, em agosto de 2007, não imaginava que pudesse ficar tanto tempo na China, mas os dias foram passando e eu fui ficando, me adaptando à vida oriental, tornando-me quase tão chinês quanto os motoristas de táxi da capital do país.

E agora, que trabalho para o governo chinês – como editor da Rádio Internacional da China -, devo ficar ainda mais tempo por esses lados, o que não agradou em nada a matriarca da minha família. Quem quiser dar uma conferida no site da rádio, e nos horários de transmissão para o Brasil, clique aqui.

Aproveitem cada post, cada vídeo e cada foto. Divulguem o site, enviem críticas e sugestões, ou, se você também mora na China, conte-me um pouco das suas histórias.

Eu só não apaguei esse post por causa dos comentários deixados aqui.

É, gente, chegou a hora. Pensei muito sobre o que escrever nesse último post… e nada… não sei o que escrever…

Agradeço a todos que passaram por aqui e, de alguma forma, colaboraram com o bom funcionamento desse site. Foi um prazer enorme ter divido com vocês as minhas experiências nessa terra tão distante e tão interessante.

Vou ficar com saudades.

Mas não se preocupem, em breve surgirão novidades. Deixe aqui uma mensagem com o seu email que eu mando as atualizações.

Valeu pessoal, até a próxima.

Richard Amante (李察)

Fiquei assustado com o número: 32 milhões de homens a mais. Ou seja, a coisa tá ficando complicada pra essas bandas. Ainda mais que tem um monte de chinesa se juntando com estrangeiros… é, a matemática não fecha e não vai fechar por um bom tempo.

Como nenhum número é 100% confiável na China, nunca vamos saber se a diferença é essa mesmo.

-Dizem que é a maior feira do mundo. E deve ser mesmo, três dias é pouco para ver tudo.

-Burocracia e desinformação. Filas enormes para entrar e, mesmo com muita gente trabalhando, levamos quase duas horas para conseguir entrar na feira. Quem trabalhava no balcão de informações não tinha muita informação pra dar. E, na hora de fazer o crachá, três pessoas ficavam dando palpites e fazendo perguntas enquanto outra tentava digitar algo no computador.

Ah, a feira começou hoje e vai até domingo, em Guanzhou, no sul da China.

Correção

A primeira fase da feira termina nesse domingo. A segunda fase vai de 24 a 27 de Abril e a terceira de 3 a 7 de maio. Mais informações no site da feira, em inglês.

Obirgado Érica, pela correção.

Entramos no táxi, eu na frente e quatro meninas atrás. Sim, quatro no banco de trás, algo que os taxistas geralmente não aceitam fazer em Beijing, por causa das multas.

A motorista logo puxou conversa, perguntou de onde a gente era e logo depois quis saber se alguma das meninas era minha namorada. “sim, todas são minhas namoradas”, respondi. “E no Brasil ainda tenho mais quatro”, completei. No início ela até acreditou. E me passou uma grande lição de moral (em chinês). Mas depois entendeu que era brincadeira e mudamos de assunto.

Explicou qual palavrões poderíamos usar nas ruas, e quais não deveríamos falar de jeito nenhum. Até aí tudo bem, uma conversa normal, como qualquer motorista de táxi.

Mas em seguida ela passou a falar das novelas brasileiras, que eram muito boas. A que ela mais gostava era uma chamada Nünu (女努). “Uma mulher negra com muita garra, força de vontade”, explicou. Hummmm. Há anos não acompanho novelas, não lembrava o nome dessa em português. Ela contou um pouco do que se passava na novela… e nada… não me lembrei que novela era.

No dia seguinte, a Denisse, uma amiga equatoriana que estava junto, disse que também via essa novela no Equador e que tinha lembrado do nome: Chica da Silva. Não sei, deve ser esse mesmo.

Não é a primeira vez que alguém me fala de novelas brasileiras aqui na china. Lembro inclusive do dia em que liguei a TV e vi o Lima Duarte falando chinês. Vale a pena ver de novo.

Essa semana a apareceu a notícia de que o governo quer construir um museu em memória ao terremoto que atingiu a província de Sichuan, no ano passado. Bom, tudo bem, legal fazer um memorial para a posteridade, mas não precisa gastar tanto dinheiro assim, né.

O museu está orçado em 2,3 bilhões de Yuans, que equivale a uns 800 milhões de reais. Isso tem gerado muita discussão (principalmente na internet) e reclamação. Ora, dava pra fezer muita melhoria nos locais atingidos pelo terremoto.

Nem vou me meter nessa história… mas eu acho que (censurado)

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Qindao é uma das cidades mais famosas da China, pelo menos pra mim, por causa da cerveja produzida aqui. É, a melhor cerveja da China, e a mais vendida, é a 青岛. Tudo porque a cidade teve uma grande colonização alemã, anos atrás, quando eu nem estava na China ainda.

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Esse negócio vermelho é o símbolo da cidade. A genialidade do autor da obra é inalcançável para um simples mortal como eu. Não entendi.

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Ah, eu já disse que a cidade sediou as competições de vela da Olimpíada, né. Pois é, o local tá lá ainda, e a gente paga ¥10 (uns R$ 3) pra entrar. Não tem nada lá que valha a pena. É só pra dizer que entrou mesmo.

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Outra opção é visitar o 青岛极地海洋世界 (que pode ser traduzido como “mundo polar oceânico de Qindao”). Eu gostei, vi um monte de peixes, tartarugas, pinguins, ursos polares, tubarões… hummm, me deu uma fome. Na saída fui obrigado a ir num restaurante japonês pra comer um sashimi. Mas achei caro, ¥120.

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Agora me desculpem, tenho que sair pra provar a cerveja direto na fonte. Lá em Pequim o pessoal costuma tomar cerveja quente, vamos ver como é que me servem aqui.

Qindao, a cidade que foi sede das competições de vela nas Olimpíadas, parece ser bem organizada e limpa. Estou aqui há apenas oito horas, não pude conhecer muita coisa. Mas nesse curto período já tirei uma conclusão: 50% dos taxistas da cidade são desonestos. Ora, só peguei dois táxis e um deles tentou me sacanear.

Quando entrei no carro o sujeito até puxou uma conversa, tentou me convencer a chamar uma prostituta no hotel, essas coisas. Mas na hora que eu fui pagar… a mesma história de sempre. Dei uma nota de 20, ele fez de conta que procurou troco e disse que não tinha achado. Viu que eu tinha ¥6 na mão e me disse “pode ser ¥6 mesmo”. Pegou os meus trocados e devolveu uma nota falsa de 20.

Ora… eu já fui enganado três vezes assim, em quase dois anos, já peguei uma certa prática. Vi na hora que o dinheiro era falso e comecei a discutir com o sujeito “não foi essa nota que eu te dei”. E ele dizia “foi sim” e é verdadeira, não tem problema não.

Até que o meu humor não estava tão ruim, mas é que estou numa ressaca das brabas… não tive muita paciência, desabei a falar todos os palavrões que sabia em chinês. Aí ele devolveu o troco certo, é claro. Mas eu desci do carro e fui anotar a placa do táxi. Quando ele me viu olhando a placa, desceu correndo com um pedaço de pau e começou a me ameaçar.

Eu juro que pensei e baixar o cacete nele. Me deu muita vontade de quebrar a cara do sujeito. Só que aí eu resolvi baixar a bola, deixar o cara ir embora… sabe como é, eu estou na China, numa cidade desconhecida, falo um chinês bem “meia boca”…. melhor deixar pra lá… não vou brigar por causa de seis reais.

O taxista ainda abriu o porta malas e botou um pano sobre a placa. Ah, e antes de sair ainda berrou um palavrão em inglês. Eu mereço!

Foi só aparecer outro protesto envolvendo monges budistas na China, que o Youtube saiu do ar por aqui.

O Youku, concorrente chinês, continua liberado e funcionando muito bem (em chinês, é claro).

buddhist-famen-temple-china-06 Foto “sugada” do KDS

O que acontece é o seguinte: O governo chinês está construindo um muro ao redor do Templo de Famen, um templo budista que fica na província de Shaanxi, mais ao centro da China. Com esse muro, o governo vai ter possibilidade de cobrar ingresso dos visitantes, coisa que os monges não querem… Aí já viu… eles protestaram, derrubaram os muros… brigaram com a polícia… foram presos…

A embaixada da França organizou um campeonato de futebol no último domingo, num ginásio de Badminton, ao sul de Beijing. Eu, como bom brasileiro, fui convidado pela embaixada da Sérvia para ser o atacante do time “B” deles.

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Na primeira partida eu joguei apenas os quatro minutos finais (eram dois tempos de oito) e quase morri, não conseguia mais respirar. Perdemos por 3 x 0 para Burundi, um time de moleques de 16 anos. Isso porque a nossa equipe era mais “experiente”, a começar pelo goleiro, que devia ter uns 60 anos.

Depois o time melhorou. Empatamos com a Tunísia em 2×2 e vencemos a França por 3×1. Com esses resultados, fomos para a disputa de 5º lugar contra a Holanda. Contundido, não joguei, mas ganhamos nos pênaltis.

Foi uma experiência e tanto. Não entendi nada do que os meus companheiros de equipe diziam. Só sabia que falavam de mim porque ouvia alguma coisa como “Brasiliunsk”

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Domingo, 3 horas da tarde, num centro de compras em Pequim.

O casal entra no restaurante e escolhe uma mesa bem ao fundo, num canto, perto da janela. Os dois se acomodam lado a lado, no mesmo sofá. Ele abre o cardápio, passa os olhos calmamente e chama a garçonete: “Uma jarra de chá verde”.

Quando a moça volta com o chá, pouco mais de cinco minutos depois, eles já estão dormindo. Ela serve duas xícaras, deixa a jarra sobre a mesa e sai sem fazer o mínimo ruído, não quer perturbar os clientes.

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Dez minutos depois, a mesma garçonete cutuca o homem e diz: “Acorda, os estrangeiros estão tirando fotos de você”.

Ele abre os olhos, pisca quatro, cinco vezes, se ergue um pouco e toma um gole do chá. Olha para mim como quem diz “Tô dormindo, sim, qual o problema?”, levanta a mão e grita “FUWUYUAN!!!”.

A garçonete logo aparece e ele emenda: “O chá está frio”. A acompanhante, que continua atirada no sofá, resmunga algo, dá uma coçadinha no nariz, cruza os braços e volta a dormir. A garçonete, toda sem jeito, argumenta “O chá estava quente, é que vocês estavam dormindo”.

Ele olha para a mulher dormindo ao lado, cruza os braços e se atira no sofá outra vez, sem dizer outra palavra. E dorme.

Quase uma hora depois, eles pedem a conta, pagam o chá e levantam. Ele, antes de sair, dá outra olhada em direção à nossa mesa e se some pela porta do restaurante.

Vocês não imaginam como é chato quando alguém vem fazer um monte de perguntas imbecis pra gente. É só dizer que moro na China que aparecem essas perguntas:

-Como é a China?

-Já comeu cachorro?

-Já comeu escorpião?

-Já comeu chinesa?

-Como são as chinesas?

-É verdade que eles comem criancinhas?

-Você já viu feto jogado na sarjeta?

-Você fala chinês?

Confira aqui como foi a festa de ano novo da Fernanda, minha prima que mora na China e conta como foi a comemoração por lá:

Ao invés de passar o Ano Novo chinês indo a festas com um bando de estrangeiros, fui para Changsha, na província de Hunan, comemorar com a família da chinesa que divide o apartamento comigo aqui em Beijing.

Ao meio-dia, o pai dela (policial) me buscou no hotel e fomos para a casa da sogra dele. Como pela tradição chinesa homem é mais importante que mulher, o almoço é na casa da avó materna e o jantar, mais importante, na casa dos avós paternos. Os filhos todos se reúnem com seus filhos, o que chega a somar 25 pessoas, em algumas famílias.

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A casa era bem simples e, ainda assim, fui apresentada à uma mesa farta. Os costumes dizem que o número de pratos deve ser sempre par e quanto mais, melhor. Obrigatoriedade é ter pratos com um animal inteiro, que significa “totalidade” – ou seja, evitar as perdas no ano que chega. No meu caso, uma galinha da cabeça aos pés e um peixe, com olhos, capa e todo o resto, estavam bem na minha frente – porque eu era a convidada de honra. Ainda em Changsha é importante ter um arroz doce, para atrair coisas boas, e uma sopa. No almoço e na janta, havia mais de 14 pratos sobe a mesa e uma garrafa de Baijiu (vinho chinês) e, para a minha sorte, uma garrafa de vinho espanhol.

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Tanto no almoço como na janta, tive que ficar respondendo perguntas sobre o Brasil, Ronaldinho, Pelé e Lula. Ainda tive que explicar, para a surpresa deles, que criança menina é tão bem-vinda quanto um menino a uma família, independente de preferências pessoais.

Durante as refeições, muitos, muitos brindes com votos de saúde e riqueza. E, como na cultura mandarim, o convidado ao brinde deve beber tanto quanto quem levanta o copo em convite, fiquei bem feliz que escapei do baijiu ilesa. Não sei o que ia dar a combinação da bebida com o pé da galinha.

Logo depois de comer, todo mundo deixa a mesa para jogar Mahjiong – uma mistura de dominó com pife -, beber mais Baijiu e comer mais coisas. Também escapei dessa por conta da minha inabilidade em matemática. Ainda bem porque, com a bebida toda, ia perder um dinheirão.

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Valeu a pena. Depois da janta, nos reunimos em um dos milhares de bares que existem em Changsha para celebrar com os jovens. À meia noite em ponto os fogos começaram. Não ousaria comparar com o nosso Ano Novo, mas foi muito, muito bonito e durou a noite toda. Saímos do bar às 4 da manhã e ainda havia gente na rua estourando fogos. Aí tivemos que comprar um também, mas, por motivo de segurança, evitamos tirar as máquinas das bolsas depois das 2h da manhã. Se beber, não tire fotos…

Como eu estou no Brasil, vou publicar aqui os relatos da Fernanda Morena, minha prima que mora em Pequim e que está acompanhando as festividades por lá.

Esse foi o primeiro email que ela me mandou, há uma semana.

O Ano Novo chinês (26/01) se comemora com muita comida, bai jiu e fogos de artifício. Só que, em Pequim, é proibido estourar fogos dentro dos cinco anéis da cidade – a não ser que seja algo organizado pelo governo. Porém, como eu moro fora dos anéis (ou seja, beeem longe), percebi que os fogos já começaram por aqui. Em dois dias, quatro ljinhas de rua abriram só na minha rua para vender os fogos. O preço varia entre 2 reais e 50 reais. Fui olhar o que eles tinham e os vendedores me disseram que, para “brincar o ano novo chinês direito, tinha que estourar fogos”. E vai dizer não para vendedor chinês?! Saí da tendinha com uma bombinha enorme (de colocar no chão), que eles me disseram ser “mais seguro”. É só colocar na rua, falaram. Me custou 8 reais e uma foto.

Quinta, 22, embarco para Changsha, a capital da província de Hunan. Lá é onde os fogos são produzidos e diz a lenda que é a versão chinesa de Copacabana. Tô pagando para ver… Mando fotos de lá e conto como é passar o Festival da Primavera (dia 26) para os chineses.

por Fernanda Morena

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Barraca de fogos

fogos_02Fogos que a Fernanda comprou

Segundo a lenda, Buda chamou os animais para uma reunião e apenas doze apareceram. Em agradecimento, ele deu o nome desses animais aos signos do Horóscopo chinês. Cada um desses animais representa um ano do calendário chinês, num ciclo que se repete a cada doze anos. E a ordem desse ciclo é a mesma ordem com que os animais se apresentaram a Buda: rato, boi, tigre, coelho, dragão, cobra, cavalo, cabra, macaco, galo, cão e javali

2008 foi o ano do Rato e 2009 é o ano do Boi/Vaca.

O Ano Novo Chinês é baseado no ciclo lunar (isso eu não sei explicar) e começa sempre num dia diferente. Em 2008 coincidiu com o carnaval e esse ano caiu em 26 de janeiro.

As comemorações do Ano Novo Chinês

As comemorações – que eles chamam de Festival da Primavera – duram uma semana. A comida é diferente em cada região do país, mas eles bebem muito e passam a semana soltando fogos de artifício. É um dos principais feriados do país e quem não trabalha visita a família (ou tenta visitar).

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O principal meio de transporte do povo é o trem. E, por lei, só se pode vender passagens de trem com dez dias de antecedência. Aí já viu, né! 500 milhões de pessoas fazem fila pra comprar uma passagem para poder visitar a família.

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No meu último dia no inverno chinês – amanhã embarco para o Brasil – resolvi aprender a patinar no gelo, algo que sempre quis fazer, mas que nunca tive oportunidade ou tempo.

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Fui mais uma vez ao lago Houhai, aluguei os patins e me meti no meio do povo, sem nunca ter botado uma coisa dessas no pé. E até que não me saí mal. Consegui ficar em pé, sem cair nenhuma vez. Só parei porque os patins estavam muito desconfortáveis e os meus pés doíam.

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O lago agora está cercado, é preciso pagar cerca de R$ 3,50 para subir no gelo. O aluguel dos patins custa cerca de R$ 7,00 por duas horas.

Pelo que vi, patinar é um programa bem familiar. Pais, filhos, avós… todos juntos, dando suas voltinhas. Muitos trazem lanche e chá, passam o dia no lago, patinando e batendo papo.

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Pra quem não consegue patinar, há umas cadeiras que deslizam.

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E para os chineses que adoram uma bicicleta….

Bom, amanhã embarco para o Brasil e devo voltar a Beijing só em meados de março, quando o gelo estiver derretendo. Se eu praticar um pouco mais, quem sabe não posso ir às Olimpíadas de Iverno de 2010… quem sabe…

Zaijian

É comum vermos casais discutindo pelas ruas da China. Eu até tento prestar atenção, mas nunca entendo nada do que estão dizendo. Acho que se eu entendesse seria muito mais divertido viver por aqui.

Bom, e por falar em discussão… Prestem atenção nessa mulher. Ela quer que o marido compre um carro pra ela, um Buick – que não é nada barato. Como não adiantava discutir, ela resolveu tomar uma atitude.

Sabe o que aconteceu? Ela saiu da loja com um carro novinho.

Antes de morar em Beijing eu achava que só se usava hidratante para tratar a pele queimada do sol. Agora descobri que preciso usar todo dia, nas mãos e no rosto. Com as condições climáticas daqui – frio, vento e baixa umidade do ar – a pele fica muito ressecada e exige cuidados extras.

É bom ter algo para proteger os lábios também, como manteiga de cacau ou creme.

Ainda é preciso colocar um umidificador dentro de casa, para deixar o ar mais “respirável”. É um aparelho que se encontra em qualquer mercado por cerca de R$ 30 e que transforma água em vapor.

Para sair na rua, só usando um pijama por baixo das calças, meias muito (muuuuuito) grossas, calçados sem entrada de ar, touca, protetor de orelha, casaco muito pesado e algo para proteger o pescoço.

Aconselha-se tomar muito líquido durante o dia. Os chineses passam o dia tomando chá.

Ah, é claro! Cuidado para não escorregar num cuspe congelado no meio da rua!!!!

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