Onde Judas perdeu as botas… (parte IV)
Chegamos a Huhhot no final da tarde e fomos direto para o restaurante, provar mais um pouco da deliciosa comida sem gosto da Mongólia. Meu estômago parecia estar melhorando, já conseguiria comer meia ovelha sozinho, mas não tive coragem. Estava anoitecendo, o cansaço começou a bater, eu só queria um chuveiro quente, descansar um pouco e jantar (de verdade).
Fomos para um hotel que fica ao lado do terminal de trem, não muito confortável, mas limpinho e com uma cama macia. Larguei minhas coisas no chão e fui direto pro banheiro, louco pra ver aquela água quentinha saindo da chuveiro, recarregando minhas energias. Era um banheiro pequeno, a mesma torneira servia tanto para a ducha, quanto para a banheira.
A água até que saiu quente, mas apenas pela torneira da banheira. O chuveiro não estava funcionando. Foi complicado explicar o que estava acontecendo, demorou vinte minutos até que alguém da manutenção viesse e consertasse.
Depois do banho, um pouco mais limpo e alegre, encontrei meus amigos na porta do hotel e saímos em busca de comida ocidental. A cidade é grande, cheia de prédios, quase todos ostentando enormes placas luminosas bilíngues, em chinês e mongol, devia ter algo diferente. Saímos pela avenida principal e, após quinze minutos de ônibus e mais quinze de caminhada, encontramos um lugar com comida decente. Me ajoelhei na frente do restaurante e agradeci por estar ali, depois de dois dias no deserto.
Entrei, tirei o casaco, me escorei no balcão, inflei o peito, abri um sorriso ao olhar o menu e pedi: “Um Big Mac!!!”. É… é isso mesmo, o melhor lugar que a gente arranjou para comer, no interior da China, foi um Mc Donald’s. E aquele Big Mac nunca foi tão saboroso, com batata frita e coca-cola.
Satisfeitos, saímos a procura de um bar para tomar mais uma coca-cola, mas não achamos nenhum que nos agradasse. Todos vazios, com música muito alta e bebidas quentes e caras. Voltamos para o hotel e eu dormi até às onze horas da manhã. Só não fiquei mais tempo na cama porque tínhamos que fazer o check-out até onze e meia.

Almoçamos (sem comentários) e fomos visitar dois templos budistas perto dali. A beleza das construções é algo indescritível, só mesmo vendo. Nem a chuva conseguia tirar o charme desses lugares, tiramos várias fotos e fiz alguns vídeos, mas era proibido fazer imagens nos locais mais bonitos. Uma pena! Nem os monges se deixavam fotografar.

À noite, embarcamos de volta pra Beijing, mais onze horas de trem.
Ah, a civilização!!!! Fui direto para o meu quarto, tomei um demorado banho quente (o que contraria as normas do Ministério de Economia da Água) e dormi… na minha cama…
Zàijiàn


Comentários (8)

cara, uma coisa q percebi esses dias, depois de qse ano…
ja parou pra ler a graduacao da yanjing ? (nao sei se tu toma yanjing) eu nunca entendi como que com 10 garrafas de cerveja eu fico torto na china… esses dias eu li a graduacao, 10%, ou seja, 5 garrafas da mais ou menos 600ml de velho barreiro… ai matei a minha duvida do pq de ficar bebado tomando 10 ceva de 2 rmb…
se ainda nao tomas yanjing, deveria!
alias, mongolia interior, tu ta eh maluco tche!
Porra, eu também quero!
Traz logo uma caixa…
eu quero essa bebida de 56% !!!!!!!
É sempre muito divertido ler esse blog… aproveita… Bj
Richard, primeiramente quando recebi seu email assustei, como assim CHINA! Você é otimo… e surpreendente. Diverti muito com seu blog, principalmente porque estou fazendo comida asiatica na gastronomia. só uma perguntinha básica, vc está aí a trabalho por causa da olimpiada?
Divirta-se e continue divertindo a gente neste blog.
beijão
Fala amante !!!
Parabéns pelo projeto de conhecer a China e aprender uma lingua tão diferente e também pelo Blog, está muito legal !!!
Divertido, bem escrito e interessante !!!
Aproveite bastante essa experiência única !
abraço
André
E aquele fundee ali? bom? Abraço
Ai, como é bom ver a tua cara de felicidade……Eta volta gostosa, não?