Amante no Brasil

Embarco daqui a pouco para uma viagem de uma semana ao Brasil, primeiro Rio e depois Floripa. Vocês sabem onde me encontrar.

Incêndio na universidade

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Ontem pela manhã a universidade ficou agitada por causa de um incêndio,  num velho auditório que fica ao lado do refeitório. O prédio, por uma estranha coincidência, já estava todo cercado e deveria ser demolido nos próximos dias.

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Não demorou muito para que os bombeiros chegassem ao local, onze caminhões e duas vans. E o mais engraçado é que vários dos bombeiros estavam apenas tirando fotos ou filmando. O fogo foi logo controlado e nenhuma outra contrução atingida.

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Muralha da China II

Bom, Eu fui na muralha há dois meses, mas só agora me animei a botar esse video aqui.

Zaijian.

Churrasco e caipirinha em Beijing

Essas fotos são de um churrasco que a gente fez aqui em Beijing há três semanas. Esqueci que tinha tirado.

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Aqui podemos observar o Paulo, vulgo Tonelada, assassinando uma picanha adquirida a muito custo, e o Wanderley, fazendo o possível para conseguir uma boa caipirinha usando o que China tem de pior: limão e açúcar.

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Conseguir carne boa é quase uma bênção, mas o limão e o açúcar… não tem jeito!
E sabe da maior? O chineses não bebem no mesmo copo que a gente. A gente passa a caipirinha e eles despejam um pouco no copo deles. Não sei o motivo, mas parece que é pra evitar doenças. Mas peraí… nas refeições eles comem todos do mesmo prato, cada um com seu palitinho… É, o palitinho vai da boca direto pro prato cojunto. E o baijiu? Já os vi servindo martelinhos de baijiu no mesmo copo, em sequência… E agora, essa frescura com a caipirinha…

Amante na China atualizado, finalmente…

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Não, não fui sequestrado pela polícia comunista, não sofri acidente algum e nem peguei qualquer doença exótica ou intoxicação alimentar. Apenas fiquei alguns dias sem publicar porque, por algum motivo ainda inexplicável, não conseguia acessar o meu servidor.

Eu bem que podia inventar um história qualquer, dizendo que estava ajudando estudantes russas a encontrarem um aconchegante lar em Beijing, ou então que estava prestando esclarecimentos ao governo sobre o conteúdo do meu blog…
Mas é claro que ninguém iria acreditar.

Queria aproveitar para escrever sobre assuntos diversos, sem lógica ou conexão, sobre o turismo ou a gastronomia da cidade… mas não dá, vou ter que contar algo que aconteceu comigo essa semana.

Após uma noite de festa e alegria, em plena quinta-feira, fui ao Mcdonald’s comer uma porcaria qualquer, às 5h30 da manhã. Pedi os sanduíches e o café, mas a batata frita, que não pode faltar jamais, estava em falta. “Mei you, mei you”, dizia o sujeito, sem nem olhar na minha cara. Olhei à minha volta e vi que todas as pessoas estavam comendo batata frita. Mas tudo bem, eu não queria confusão, peguei minha comida e fui para o segundo andar, à procura de uma mesa.

Lá em cima encontrei um mundo paralelo, até então desconhecido. Chineses e coreanos lotavam o lugar, mas não para comer. Alguns estavam estudando, compenetrados, mas a resto estava dormindo. Não consegui descobrir o motivo, mas me disseram que é porque são estudantes, que moram em alojamentos apertados e que não têm cama pra todos. Ou seja, cada dia um dos moradores do quarto tem que passar a noite fora, em qualquer lugar que esteja aberto e que tenha aquecimento.

Estava eu, alegre, feliz e saltitante, comendo meu sanduíche apimentado, quando vi dois chineses subindo para comer. E adivinha o que tinha na bandeja deles???? Batata frita!!! Fiquei fulo, sabe como é, ser enganado por um chinês é deprimente…
Desci, fui até o balcão e pedi a batata mais uma vez. Era o mesmo atendente. “Mei you, mei you”, dizia ele… Aí fiquei meio nervoso e esqueci todo chinês que já aprendi, tentei argumentar, dizendo que vi uns caras com batata, mas não adiantou, ele ficava apenas me olhando e dizia “Mei you, mei you”. Aí sim, tentei me acalmar, mas não deu… só consegui falar em português com o sujeito… Nem lembro mais o que disse, mas com certeza devo ter metido a família dele no meio.

Casa de chá em Beijing

Ajeitei o gorro na cabeça, ergui a gola do casaco, coloquei as mãos no bolso e desci do ônibus.

Pequim, 13 de novembro, duas horas da tarde. O Outono está apenas na metade e já estou enfrentando temperaturas que poucas vezes vi no inverno do Brasil. O sol já não aparece mais e um vento inconstante cisma em congelar o meu nariz. A previsão diz que pode nevar essa noite, quando os termômetros marcarão -4ºC. Hummm… Eu é que não vou ficar acordado para esperar.

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Bom, voltando ao assunto: Desci do ônibus, cumprimentei o professor que nos esperava na calçada e entrei na casa de chá, umas das tantas que existem no centro de Pequim. Eu nem imaginava o que encontraria ali dentro. “Vamos tomar chá e assistir àlgumas apresentações”, disse o professor, uma semana atrás, quando nos avisou desse passeio.

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Escolhi uma mesa na frente do palco e me acomodei, acompanhado de alguns amigos. O chá foi logo servido, as luzes do palco se acenderam e o show começou. Em quase duas horas, dei boas gargalhadas, sofri, tirei fotos, bebi uma jarra de chá e comi meio pote de semente de girassol.

A primeira apresentação foi meio estranha, algum tipo de poema sobre o chá, em chinês… Enquanto uma moça declamava, a outra preparava o chá. Não entedi nada.

Depois tivemos shows de luta, mágica, dança e malabarismo.

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Essa menina se contorce de uma maneira impossível. Quase passei mal ao vê-la sentando na própria cabeça. É, é isso mesmo… a menina senta na própria cabeça…

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Fico imaginando o que ela não pode fazer com o marido em alguns anos….

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Algumas apresentações nem foram tão engraçadas, mas essa do vaso foi sensacional. A mulher equilibra com as pernas um vaso que cinco homens quase não conseguiram levantar.

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E quando colocaram essa russa dentro, então, ficou melhor ainda.

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Até acho que é uma boa pedida pra quem vem a Beijing à passeio e tem uma tarde sobrando. A melhor parte, porém, foi a volta no ônibus, mas isso não é assunto para um blog de família como esse.

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Contagem regressiva

270 dias para os Jogos da XXIX Olimpíada.

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Cidade Proibida em reforma

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Qualquer pessoa que venha pra Beijing tem que visitar a Cidade Proibida (故宫  - Gu Gong), um complexo de 999 prédios que ocupa uma área de 74 hectares no coração da cidade.

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O lugar, que até 1924 serviu de palácio para os imperadores das dinastias Qing e Ming, foi declarado pela Unesco, em 1987, Patrimônio Cultural da Humanidade. Hoje, a Cidade Proibida recebe milhares de visitantes toda semana, e cada um paga uma entrada de ¥40 (R$ 10).

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Por causa da Olimpíada, porém, os turistas têm encontrado vários prédios em reforma, andaimes por todos os lados e operários que não param.

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Mas nem por isso a visita deixa de ser espetacular. O lugar é lindo, silencioso (embora cheio de gente) e merece ser contemplado. Mas tem que ir cedo, os portões fecham às 16h30.

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A entrada principal é pelo portão sul, que fica de frente pra Tian’anmen, a Praça da Paz Celestial. Quem quiser alugar um daqueles guias eletrônicos, que vai explicando a história do lugar, pode escolher: paga ¥40 pelo que explica em inglês, ou paga ¥10 pelo que explica em chinês. Espero, em alguns meses, voltar lá e poder escolher a explicação em chinês.

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Amante in China - English version

Como tem muita gente de outros países acessando esse blog, criei a versão em Inglês.
Agora, todos os posts serão publicados na língua inglesa, inclusive esse aqui.
Pra quem quiser conferir, está aqui, ou ali na coluna da esquerda “english version”.
Posts mais antigos serão traduzidos aos poucos.

English Version.
Now I have an english version of this website.
Just click here, or on the “english version” in the left column.

Você sabe que está há tempo demais na China quando…

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As diferenças culturais são tantas que esta lista é interminável, uma bincadeira comum por aqui e que tem um estilo bem brasileiro…

Você sabe que está há tempo demais na China quando…
1) Fuma em elevadores lotados;
2) Cospe no chão a todo instante;
3) Emite estrondosos ruídos ao cuspir no chão;
4) Adora comidas apimentadas;
5) Você carrega lenços de papel no bolso sem estar com o nariz escorrendo e os dá para os amigos no restaurante;
6) Acha que dois caras andando abraçados na rua não é viadagem;
7) Usa dinheiro vivo para pagar tudo, ao invés de usar cartão de crédito ou débito;
8) Acha que atravessar a rua com o sinal vermelho para os pedestres é mais seguro;
9) Acha um absurdo pagar mais de 10 reais por uma peça de roupa;
10) Sai empurrando todo mundo para entrar ou sair do metrô;
11) Discute assuntos pessoais em português no meio da rua porque sabe que ninguém vai entender;
12) Não entende porque algumas pessoas fazem fila;
13) Reclama se o arroz não é empapado, grudento;
14) Não reclama se o taxista arrota e peida na sua cara;
15) Prefere tomar água quente no verão;
16) Cuida para que a unha do mindinho tenha mais de 2cm;
17) Você chega numa reunião na sua propria casa e sai distribuindo cartões de visita; 18)Você confere todas as notas de RMB que recebe, pra ver se não são falsas;
19) Acha que cerveja quente é mais saborosa;
20) Você consegue se agachar no banheiro sem precisar se segurar em algo;
21) Você abre a carteira pra pagar a conta e acha normal o cara dar palpite sobre qual nota você deve puxar;
22) Você tem aula num domingo pra repor um feriado;
23) você anda com uma garrafinha de chá embaixo do braço;
24) Compra uma bicicleta com cestinha na frente e acha a buzina mais importante que os freios.

Como eu disse, essa lista é interminável. Você pode encontrar muito mais em comunidades espalhadas pela internet, como o Orkut ou o Facebook.

Atualização:
25) Você vai numa churrascaria e pede palitinho porque não sabe mais como usar uma faca;
26) Não vira mais o pescoço pra ver se as chinesas tem a bundinha redondinha;
27) Joga futebol numa tarde de verão e mesmo assim passa dois dias sem tomar banho.

Segura que lá vem rock… Chinês…

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Tem um bar aqui em Beijing, o D-22, que é um dos únicos lugares em que rola rock ao vivo, pelo menos em Wudaokou, o bairro que é considerado o mais boêmio da cidade.

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O lugar é pequeno, cobra uma entrada de ¥30 (o que é caro), a cerveja não é gelada e a música não é das melhores…
Tudo o que eu mais gosto, em um único lugar…

Já fui duas vezes e ainda não consegui descobrir se eles cantam em chinês ou inglês. Na primeira vez o som era mais pesado (não entendo muito de música, só dizer se gosto ou não) e tinha um chinês, com cabelo raspado e uma camiseta preta com os dizeres “skinhead”. O sujeito, esse de suspensório no vídeo aí de cima, estava completamente fora de si, dançando como louco na frente do palco, parecia estar mesmo gostando da música. Outros asiáticos (ainda não sei diferenciá-los) entraram no clima, aí começou aquele empurra-empurra de sempre, que mais parece briga do que dança.

Bom, aí um não-asiático resolveu entrar no meio da roda e começou a apanhar de verdade, se encolheu num canto enquanto tomava porrada de cinco sujeitos. Ora, o lugar é mesmo pequeno, em quinze segundos o segurança chegou e tirou o cara de lá. Sem ter em quem bater, os asiáticos continuaram com o ritual dançante.

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Neste sábado fui de novo e o som já era um pouco melhor, mas só um pouco, bem pouquinho… e eu gostei. E agora, graças à liberação do Youtube, posso mostrar pra vocês como é o rock chinês. Tudo bem que a imagem tá uma merda, mas é que gravei com uma câmera fotográfica.

Palácio de Verão, parada obrigatória (II)

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O Palácio de verão, ou Yihe Yuan (颐和园), foi construído em 1750, durante a Dinastia Qing (1644-1911), para servir como refúgio para os imperadores. O nome significa “Jardim para Cultivo da Harmonia” e é, na verdade, um complexo de templos, residências, jardins, lagos e corredores, repletos de estátuas e pinturas.

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Quase nada do que tem aqui é daquela época. O lugar já foi saqueado e destruído várias vezes por invasores, como os Britânicos e Franceses que, durante a II Guerra do ópio, em 1860, bombardearam as construções e os jardins.

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Centenas de pessoas visitam o Palácio de verão todos os dias, mas é nos fins-de-semana que fica lotado. Na entrada, você tem duas opções de pagamento: uma dá direito a entrar em todo complexo, incluindo visitas nos templos e residências; a outra só dá direito aos jardins, mas a vista é sensacional e você pode ver tudo pelo lado de fora.

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Já fui três vezes ao Palácio. Na primeira, dei a volta no lago, acompanhado de uma amiga chinesa, logo depois que cheguei aqui. Na segunda, fui a um jantar oferecido pelo prefeito a jornalistas esportivos do mundo inteiro. E na terceira, há duas semanas, fui com amigos. Alugamos um barquinho e fizemos um piquenique no meio do lago, com direito a vinho chinês e cãibra nas pernas.

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Ora, imagine pedalar nesse barquinho para atravessar esse lago enorme. E o pior é que, quando já estávamos lá no meio, descobrimos que existem barcos motorizados, movidos à bateria, que eram alugados em outro píer.

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O dia não estava dos mais limpos, com um pouco de neblina, mas mesmo assim o passeio foi sensacional, vale cada centavo. Voltarei mais vezes, com certeza. E você, se vier a Beijing, faça questão de incluir esse passeio no seu roteiro.

O Palácio fica no noroeste da cidade, há uns 20 km do centro, o que dá uns 40 minutos de carro, com trânsito normal. Em horários de pico o trajeto fica bem mais “longo”.

Nem todos os dias são feios…

Semana passada postei uma foto mostrando como o clima estava feio em Pequim, com uma espessa neblina cobrindo a cidade.
A situação agora está bem diferente, com dias iluminados e céu limpo. Até quando fica assim? Não sei, espero que por um bom tempo.

Tirei essa foto agora há pouco da janela do meu quarto. A outra é a da semana passada.
Dá pra perceber a diferença?

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YouTube desbloqueado

O youtube foi desbloqueado, finalmente, mas não sei até quando. Aproveitei hoje pra ver tudo que não vi nos últimos 20 dias.
Amanhã escrevo algo aqui.
明天见

Palácio de Verão, parada obrigatória

Com vocês, o Palácio de Verão, também conhecido como Summer Palace (inglês) ou Yihe Yuan (Chinês).
É um dos pontos turísticos mais visitados aqui em Pequim e, na minha opinião, o mais belo.
É parada certa para os turistas, e mais certa ainda para quem mora por aqui. É tão grande que um dia é pouco pra conhecer tudo. Construções milenares, um lago enorme, parques bem cuidados e muita paz… maravilha de lugar.
Imagine-se fazendo um piquenique no meio do lado, à bordo de um romântico barquinho…

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Quer saber mais sobre o Palácio de Verão? Volta aqui amanhã!!!