“Se a polícia parar o carro, nenhum de vocês sabe falar chinês. Eu sou um amigo e estou mostrando a cidade.”

Essa foi a única instrução passada pelo Jirou, nosso motorista ilegal. Ele tem uma perua de 10 lugares e passa o dia levando estrangeiros pra todos os cantos de Beijing. O preço que ele cobra sai bem em conta, muito mais barato que um táxi normal. Ele ainda tem um carro pequeno, que é pilotado pela mulher, e outra van nova, que quem dirige é o filho.
Saímos de Wudakou pouco depois das 9h da manhã do última sábado. Depois de uma hora de viagem, descobri que o motorista não sabia o caminho. Ele me garantiu que sabia, mas passou uns 40 minutos no telefone, pedindo instruções. Lá pelas 10h30 avistei a primeira placa “Cuandixia 70 km”, estávamos no caminho certo.

A entrada na vila, que é Patrimônio da Humanidade, custa ¥20 (estudante paga ¥10) e o estacionamento não é muito grande. E como sexta foi feriado na China, todo mundo resolveu passear, inclusive pra Cuandixia. Não imaginei que o lugar fosse estar tão movimentado.

Por aqui não há restaurantes, mas quase todos as casas têm uma estrutura no quintal pra receber turistas e servir refeições. Na casa que fomos, não dava pra entender o cardápio, tivemos que ir na cozinha e ficar apontando pros ingredientes que a gente queria.

A vista é espetacular, apesar de cinzenta, e longe do movimento de Pequim, o que é melhor.

A vila é construída ao redor da montanha e está bem conservada, mas mesmo assim encontramos algumas ruínas pelo caminho.

O povo é simples e recebe muito bem os turistas, principalmente os estrangeiros.

Dá só uma olhada nessa placa “Seja um bom cidadão”.

A vontade de voltar é grande, mas são tantos os lugares pra visitar…
