Como a China encara o terremoto
Desde segunda-feira o terremoto passou a ser o principal assunto nas rodas de conversa da China. É impossível ficar indiferente a tudo que aconteceu e que está acontecendo.
Por onde a gente passa vê os aparelhos de TV mostrando imagens das cidades atingidas, das operações de busca, dos desabrigados, dos helicópteros jogando mantimentos para a população, das máquinas desobstruindo estradas…
As manifestações de solidariedade estão em todo lugar. Empresas e escolas montam postos para receber doações. As pessoas fazem fila para depositar dinheiro nas caixinhas espalhadas pela cidade. Estudantes chineses se reúnem em frente aos alojamentos à noite, acendem velas e entoam canções em respeito aos atingidos. Canais de TV fazem programas de auditório onde os grandes empresários aparecem para mostrar os generosos cheques, doações de milhares – e até milhões – de Renminbi (a moeda chinesa).
A maioria dos jornais aumentou a circulação para atender à procura por informações. A todo instante as autoridades aparecem na TV para acalmar a população “Não há perigo de um novo terremoto nos próximos dias. Não precisamos entrar em pânico”.
De todos os casos que têm aparecido, um dos que mais emociona é o de um homem que perdeu toda a família (pais, mulher e filhos) e continuava ajudando nas buscas, carregando destroços.
E mesmo com toda essa comoção, já ouvi chineses dizendo que esse terremoto não é um problema, que o governo tem dinheiro pra reconstruir as cidades e os mortos não fazem falta, “A China tem gente demais”.
Comentários (4)

Esse terremoto foi uma esperta manobra do governo chinês para tirar da agenda as discussões sobre o Tibete.
“Nem terremoto abala a China”. Que manchete!
Será. Isto é meuito triste!!! Bjs
fiquei mais calmo qnd entrei no seu blog e vi q vc não era um dos mortos.
“o mundo tá muito cheio”, diria Yagami Raito com seu inseparável livrinho “death note”.