
Um dia normal em Pequim. Peguei um táxi às quatro horas da manhã, voltando para casa depois de uma festa com amigos. Estava cansado, mas não bêbado. A corrida deu ¥ 45 e eu dei uma nota de ¥ 100 para o taxista.
O sujeito, com a maior cara-de-pau do mundo, disse que não tinha troco. Eu, com a maior cara de otário, revirei os bolsos para encontrar trocados. Achei. Dei o dinheiro e ele me entregou ¥ 100 e o recibo. Na hora percebi que não era a mesma nota que eu tinha dado. O palpel era diferente, dinheiro falso!!!
“Amigo, esse não é o dinheiro que te dei. E essa nota é falsa!”
“Foi essa nota que você me deu, sim. Se é falsa é porque você está passando dinheiro falso pra mim. Vou chamar a polícia.”
Eu olhei pra ele e falei em português claro: “Filho da p…” . Fiquei alguns segundos parado, pensando numa resposta, mas tudo que eu já aprendi de chinês desaparece nessas horas. O que eu podia fazer? Ainda tenho que renovar o meu visto e não posso me meter em confusão. A Polícia aqui é corrupta, é a minha palavra contra a dele… e ele fala chinês bem melhor que eu.
Achei melhor ficar quieto e guardar a nota, para me lembrar do dia em que um taxista chinês me fez de otário… pela segunda vez. Isso já tinha acontecido antes, com uma nota de ¥ 50 (que eu passei adiante). Espero que eu tenha aprendido a lição.
A nota de cima é a falsa, facilmente identificável depois que você já conhece.