A Olimpíada de Pequim acabou no domingo passado com uma grande festa de despedida, quase tão grandiosa quanto a cerimônia de abertura, cheia de luzes, cores, dança, música e, por fim, uma breve apresentação do que o mundo verá em 2012, em Londres. E parece que o espírito Olímpico, que andou por Pequim nesses últimos anos, já chegou na terra da Rainha. Os Jogos Olímpicos que veremos daqui a quatro anos devem tão espetaculares quanto os de 2008.
Foi um evento de apenas 16 dias, mas que ficará para sempre na memória dos que puderam acompanhar as competições, seja de perto, seja pela televisão. Foram dias vividos com intensidade, cheios de emoções, de alegria, de tristeza, de dor e, principalmente, de amor ao esporte.
Recordes foram batidos, mitos foram construídos, heróis caíram, ídolos surgiram, deuses do esporte nasceram… Tudo isso em apenas 16 dias… 16 dias…
Os atletas passam quatro anos se preparando para esse momento e tudo pode ser definido em apenas um segundo, um salto, um toque, uma cesta, um gol, um instante de descuido, ou um instante de inspiração.
De todos os 10.500 atletas que passaram por Pequim nessa Olimpíada, alguns merecem destaque: Michael Phelps, Kobe Bryant, Usain Bolt, Yelena Isinbayeva, Cesar Cielo e Maurren Maggi.
Phelps nadou como nunca e ganhou como sempre. Oito medalhas de ouro em oito provas; sete recordes mundiais e um recorde Olímpico. É o maior atleta Olímpico da história. Precisa dizer mais?
Kobe Bryant, o jogador de basquete mais valioso do mundo, além da medalha de ouro, ganhou a simpatia de todos com o seu carisma. Como torcedor, esteve em todos os eventos que pôde, na arquibancada ou em camarotes, e ainda distribuiu ingressos para voluntários atenciosos.
Usain Bolt voou na pista do ninho de pássaro. Levou ouro nos 100m e nos 200m, ambos com recorde mundial, feito nunca antes realizado. E, de quebra, ainda venceu o revezamento 4×100 com o time da Jamaica. É o homem mais rápido do mundo - e talvez o mais marrento.
A Russa Yelena Isimbayeva, com um porte de musa do esporte, mostrou ao mundo porque é a melhor no salto com vara. Ficou com o ouro e ainda bateu o recorde mundial pela 24ª vez. “O céu é o meu limite”, respodeu com humor.
Do lado brasileiro, temos que falar de Cesar Cielo, que ficou com o bronze nos 100m nado livre e com o ouro nos 50m livre, além de bater o recorde Olímpico por duas vezes. Além de ganhar a primeira medalha de ouro do Brasil em Pequim, mostrou que tem potencial – e caráter - para ir mais longe. Se continuar nesse ritmo deve brilhar em 2012.
E o que dizer de Maurren Maggi? Ela voltou a competir há três anos, depois de cumprir uma suspensão por doping, e levou o primeiro ouro de uma brasileira em competições individuais. Feito que merece nosso aplauso e mostra que, assim como na vida, é possível dar a volta por cima também no esporte. Impossível não se emocionar.
Momento inesquecível
Já decidiu qual o momento mais marcante dessa Olimpíada?
Pra mim foi a final masculina da prova dos 100m. Usain Bolt venceu e ainda tirou onda.
E a musa? Isimbayeva, é claro.