Archive for October, 2008

Guilin e a nota de 20 yuanes.

Thursday, October 30th, 2008

Larguei as malas no chão do quarto, tirei os sapatos e a camisa, abri as cortinas e fui tomar um banho quente; estava precisando. Para fechar a porta do banheiro, que estava meio emperrada, usei mais força do que jeito. Não deu outra, a porta fechou mas eu fiquei trancado e com a maçaneta na mão… começava ali a nossa jornada por Guilin.

Guilin é uma cidade que fica no sul da China, na província de Guanxi, entre rios e montanhas, e tem uma das paisagens mais bonitas da ásia. Bom, a cidade, na verdade, não tem nada demais… é até feia pro meu gosto.

Mas o passeio pelo Rio Li é inesquecivel. São quatro horas de barco, numa viagem que nos leva até Yanshuo, uma cidade com construções antigas e que vive para o turismo.

O trecho mais famoso do rio é aquele que aparece desenhado na nota de ¥20. É claro que eu também tirei uma foto segurando a nota, como quase todo mundo que vem aqui.

De Yanshuo, fomos de ônibus até Shangrila, onde fizemos um passeio de barco de bambu .

O passeio ali foi curto, cerca de 1h30, mas pude até pilotar o barco, conhecer as plantações de arroz e ver a pesca de mergulhão.

Muitas fotos.

Um passeio que ficará na memória.

Nesse tipo de pesca, o sujeito escraviza um mergulhão, esse pássaro preto aí. O bicho tem uma corda amarrada no pescoço e outra na pata. Ele mergulha, pega um peixe (pra comer, pois está com fome), mas não consegue comer porque o pescoço está amarrado e o peixe não desce.

Depois o “pescador”, com uma delicadeza incrível, tira o peixe da goela do pássaro.

O acesso até Guilin é fácil, de trem, ônibus ou avião. Tem até aeroporto internacional.

Vergonha na cara!!!

Thursday, October 30th, 2008

Já tava na hora de criar vergonha na cara e atualizar isso aqui. Tenho bastante coisa pra escrever sobre as últimas duas semanas, mas vou terminar de contar sobre a viagem em família primeiro.

Que corrida mais chata!!!

Sunday, October 19th, 2008

Olha, posso dizer que quase fiquei com sono assistindo ao Grande Prêmio de Fórmula 1 de Shanghai. Hamilton, com um carro muito superior às Ferraris, garantiu a vitória e aumentou para sete pontos diferença para Felipe Massa, segundo colocado na corrida e no mundial de pilotos.

A torcida até que comparaceu em peso, com muitas camisetas e bandeiras da Ferrari, do Brasil e da Finlândia. Mas as emoções foram poucas.

A decisão do campeonato fica, mais uma vez, para o Brasil. Para ser campeão, Felipe Massa precisa vencer e torcer para que Hamilton chegue, no máximo, em sexto lugar.

Eu prefiro não arriscar palpites, mas torço por Massa e gostaria de estar no Brasil para a última corrida do ano.

Horário de verão no Brasil, diferença de 10 horas

Sunday, October 19th, 2008

Com a entrada do horário brasileiro de verão, neste domingo, a diferença entre China e Brasil é de 10 horas. Mas vale lembrar que a gente está sempre na frente.

Se você não é bom de matemática, eu explico:

=>>10h da manhã no Brasil = 20h na China.

=>>8h da noite no Brasil = 6h da manhã na China (do dia seguinte).

Bastidores da Fórmula 1 em Shanghai

Saturday, October 18th, 2008

Segundo dia de treinos no autódromo de Shanghai e o brasileiro Felipe Massa fica em terceiro enquanto o maior rival, Lewis Hamilton, fica com a Pole.

Os dois são os mais assediados pela imprensa e torcida.

Essa é a tenda da Ferrari, dentro do autódromo, que vende bonés a ¥350 (trezentos e cinquenta yuanes), cerca de R$ 110,00 (cento e dez reais). Na entrada do autódromo, um boné parecido, nas mãos de camelôs, sai por ¥10 (dez yuanes – faça as contas).

E essas são as instalações das equipes.

E esse aí é o lugarzinho da Ferrari, onde a gente fila almoço.

Maquete do circuito de Abu Dhabi, que entra para a Fórmula 1 na temporada 2009.

Depois da F-1 eu conto mais da viagem

Saturday, October 18th, 2008

Quando acabar a Fórmula 1 em Shanghai eu falo um pouco mais sobre a viagem pela China. Por enquanto fica essa foto que eu tirei em Shangri-La, perto de Guilin, ao sul do país.

A “febre” da Fórmula 1 invade a China

Friday, October 17th, 2008

A Fórmula 1 chega a Shanghai e traz junto toda a expectativa que envolve o final do campeonato. Na penúltima corrida da temporada, três pilotos ainda têm chances de levar o título, mas só Hamilton pode sair daqui campeão. O inglês têm uma vantagem de cinco pontos sobre Felipe Massa e precisa somar seis pontos a mais que o brasileiro para conquistar o campeonato.

O esporte é relativamente novo para os chineses, mas os poucos torcedores que apareceram por aqui mostraram que já têm para quem torcer. Na arquibancada, o que mais se vê são adereços da Ferrari, muitos comprados dos camelôs espalhados nos arredores do circuito.

O Autódromo de Shanghai tem uma das melhores estruturas do mundo, tanto para as equipes quanto para a imprensa. A cabine, onde fazemos as transmissões do Sportv e da Globo, fica bem na frente do box da Ferrari e tem uma vista quase completa da pista. As instalações destinadas às equipes foram inspiradas nas “cidades aquáticas” que existem por essa região. São cidades como Suzhou, Hanzhou e Zhouzhuang, que são cortadas por canais, assim como a famosa Veneza.

A pista foi desenhada em um formato que lembra o caracter chinês Shang (上), que significa “pra cima” e que dá nome à cidade (上海). O autódromo, porém, fica afastado da cidade. Para chegar aqui, é preciso enfrentar um trânsito pesado por mais de uma hora.

Na hora do almoço, fomos para a área da Ferrari, que é a equipe que melhor trata os jornalistas aqui. Como era de se esperar, o macarrão estava delicioso. Além dos jornalistas esfomeados, quem também apareceu ali foi o ator Jet Li, um dos maiores ídolos da China atual. Ele passou o dia no autódromo curtindo um momento de fã, mas nem na Ferrari teve privilégios. Teve que comer sentado num banquinho, perto da nossa mesa, e não lá dentro, no ar-condicionado, onde só comem os membros da equipe.

As transmissões ao vivo do Sportv já acabaram, mas eu fico por aqui e acompanho os treinos e a corrida. Em breve volto para trazer mais novidades e as fotos (assim que conseguir encontrar o cabo para ligar a cêmera ao computador).

再见

Visto chinês em Hong Kong

Thursday, October 16th, 2008

Todo mundo que tem problemas de visto aqui na China, vai para Hong Kong, onde é tudo mais simples. Basta entregar o passaporte a um despachante – são muitos instalados por lá -, junto com uma foto, e pagar a taxa. Em menos de 24 horas o novo documento já está pronto.

Para os brasileiros não há tanto problema, pode-se conseguir vistos de dois meses com até duas entradas, coisa impossível se fizer o pedido no Brasil. Como minha mãe e meu irmão precisariam entrar novamente na China, tivemos que acionar um desses despachantes, Fred, que já tinha ajudado amigos meus há poucos meses.

No início até me assustei. O pequeno e bagunçado escritório do Fred ficava em um prédio antigo e mal-conservado no bairro de Kowloon, parte continental de Hong Kong. Ele fala bem o inglês, com um sotaque engraçado, e atende dezenas de pessoas por dia. Chega a formar fila na porta da sala, que não deve ter mais de doze metros quadrados.

Por U$ 130 (cento e trinta dólares), o novo visto saiu no dia seguinte, sem nenhuma incomodação. Nem foi preciso preencher qualquer formulário e eles poderiam permanecer mais trinta dias na China.

Alguns africanos, porém, têm enfrentado problemas por causa das releções políticas entre os países. Um rapaz da Nigéria que fez o pedido no mesmo dia, só conseguiu permanência de sete dias.

Se alguém precisar, pode entrar em contato que eu indico o Fred.

Uma viagem pela China, em família

Thursday, October 16th, 2008

PS: Eu sou o da esquerda…

Por um erro de cálculo meu, a viagem de minha mãe e meu irmão para a China coincidiu com o mais importante feriado do país. Isso quer dizer que estávamos viajando por aqui com mais 500 milhões de chineses. Logo, todos os lugares que visitamos estavam lotados… completamente lotados, sem exagero.

Depois de alguns dias em Beijing, fomos para Macau, Hong Kong, Guilin, Shanghai e Xian. Como o tempo era curto, fomos às cidades que mais interessavam, cada uma por uma diferente razão.

Em Macau, com a ajuda da sempre prestativa Natasha, visitamos as praias, o centro (cheio de prédios com arquitetura lusitana) e o Cassino Venetian, onde ganhei ¥1.300 (mil e trezentos yuanes) , cerca de R$ 400 (quatrocentos reais). Pena que é proibido tirar fotos lá dentro, pois o lugar é espetacular, gigante.

Para povar a deliciosa culinária portuguesa, fomos ao restaurante do Fernando, um dos mais populares na praia de Coloane. Para os outros, pratos rechedos de bacalhau; para mim, bife com ovo e batata frita.

Em Hong Kong, vimos o pôr-do-sol no Pico, onde se tem uma belíssima vista da cidade, e conhecemos o Panda, aquele ursinho bonitinho que passa o dia dormindo e comendo bambu.

Amanhã eu conto um pouco mais dessa viagem. No momento, estou em Shanghai para acompanhar a Grande Prêmio de Fórmula-1 pelo Sportv.

Viver na China fica mais caro para os brasileiros

Sunday, October 12th, 2008

Antes de toda essa confusão na economia mundial, o Real estava bem valorizado em relação ao Renminbi. Um Real equivalia a ¥4,3 (quatro yuanes e trinta centavos) e hoje vale ¥2,95 (dois yuanes e noventa e cinco centavos).

Ou seja, tivemos um aumento de mais de 30% no custo de vida. Assim fica difícil.

Coisas que só acontecem comigo

Saturday, October 11th, 2008

Essa foi durante a Olimpíada

Entrei no táxi e pedi ao motorista que me levasse ao mercado das sedas, onde eu encontraria com um amigo, o Alexandre Boyd. Pouco minutos depois, recebi uma ligação do Eugene “Amante, explica aqui pro taxista que eu quero ir no distrito de arte.” Eu já estava acostumado com isso. Os amigos me ligavam e pediam para que eu explicasse para o taxista o lugar que eles queriam ir.

Pois bem, expliquei para o motorista dele que era pra ir para o Distrito de Arte, 798. O lugar é conhecido, não tive problemas. Mas o trânsito estava devagar, liguei meu ipod e fechei os olhos para descansar, quase cochilei. Quando me dei conta, quinze minutos depois, EU estava quase chegando no distrito de arte… o motorista ouviu a minha conversa por telefone e resolveu me levar pra lá também. Olha… até explicar pra ele que focinho de porco não é tomada…

Essa aconteceu aqui perto de casa

Busquei minha mãe e meu irmão no aeroporto e levei-os pra casa. Depois de um banho quente, saímos para almoçar em um shoping que tem aqui perto, num restaurante chinês.

Pedi a comida sem problema, mas a minha mãe queria um suco de laranja. E eu nunca tomo suco de laranja aqui na China, já me esqueci como se pede. Liguei na hora pra uma amiga, a Lauren, e perguntei como se falava.

Chamei a garçonete e pedi o tal suco. Ela olhou pra mim com uma cara desconfiada, virou as costas e saiu em disparada. Cinco minutos depois ela volta com três guardanapos cor-de-laranja…

Bom, depois de rir muito, chamei a mocinha de novo e pedi um suco de maçã. Dessa vez ela entendeu direitinho e me deixou escolher. Trouxe uma caixa de suco (de maçã) e uma garrafa de 500 ml, alta e fininha, de vinagre de maçã.

Eu até que tentei explicar que aquilo não era suco, que não dava pra beber… no rótulo, bem grandão e em inglês, dava pra ler “vinagre”. Desisti. Abri logo a caixa de suco e servi os copos.

O Amante está de volta… e de cara nova

Saturday, October 11th, 2008

No últimos vinte dias não tive muito tempo pra sentar na frente de um computador para atualizar o site. Minha mãe e meu irmão mais velho, Charles, estavam aqui. Juntos, fizemos uma excelente viagem pela China – a qual contarei em detalhes nos próximos dias – e barganhamos em todos os mercados possíveis.

Agora, de volta à vida “normal”, tentarei mantê-los atualizados sobre o que passa por aqui.

Dei uma mudada no visual do site que é pra sair da mesmice… ainda não está como eu quero, mas espero que agrade.

O frio já chegou

Um dia, de repente, caiu uma chuvinha fina … e junto com essa chuva, veio um vento frio, desses que só aparecem no inverno do sul do Brasil. É o outono que chegou e mudou a cara da cidade. As pessoas andam protegidas por casacos e cachecóis e as árvores começam a perder as folhas. Hoje até que tem um sol bonito, mas o frio continua.

Aqui é assim, as estações são muito bem definidas. Um dia as árvores estão secas, sem folhas. Aí chove e no outro dias elas já estão todas verdes. É a chegada da primavera. Daqui uns dias chega o inverno e é hora de fugir da China… uma visita ao Brasil ia muito bem.