A virada do ano na China

Eu, que sempre celebrei o Ano Novo com muita festa, música e bebidas, devo receber 2009 debaixo das cobertas. Faltam duas horas para festividade e eu estou de cama, atacado por uma gripe que derrubou ontem.

Mas não tem problema, na China não se comemora o Ano Novo como a gente. Pelo calendário lunar deles, a Ano do Boi chega no dia 26 de Janeiro, esse sim, celebrado com uma semana de festas.

O que os estrangeiros fazem aqui hoje é se reunir para jantar, geralmente em restaurantes, e sair para uma das poucas, e caras, festas que rolam em boates ou galpões.

Bom, feliz 2009 para todos. E que vocês continuem acessando o Amante na China por muito tempo.

新年快乐

Natal na China II - O resumo

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Dias 23 e 24 continuei com as visitas a creches chinesas. Devo ter brincado com mais de 500 crianças em 3 dias de visitas. Foi uma experiência sensacional, devo ter sido o primeiro Papai Noel de quase todos.

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A roupa me custou ¥25, cerca de R$ 7,00, e foi muito bem aproveitada.

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Natal em família

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No dia 23 à noite fiz uma visita para a Fernanda, minha prima que mora aqui em Beijing. Pizza, vinho e presentes… Uma ceia bem família.

Ceia de Natal e mais Papai Noel em Beijing

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Para a Ceia, cada um fez um prato e juntamos tudo: Coxas de frango, picanha no forno, picanha na panela, arroz empapado, saladas e muitos petiscos… ah, e muito vinho.

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Mais uma vez ataquei de Papai Noel.

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E fiz com que todos - e todas - sentassem no meu colo para a foto.

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Bom, depois dos presentes, a festa continuou ali mesmo, para azar dos vizinhos.

O Natal na China

A ressaca me pegou de jeito…

Volto a escrever quando me recuperar… Não é fácil ser papai noel…

Enquanto isso, dêem uma olhada nesse video. Um motorista de caminhão fica bloqueando um carro de polícia. Indicação do amigo Breno.

Óculos sem lente

Até hoje não consegui entender isso. Não sei se é moda ou estilo. E também não sei se é só aqui. Mas já vi vários jovens chineses - e alguns japoneses e coreanos também - usando óculos sem lente. Sim, apenas uma armação de plástico, daquelas bem chamativas.

Já é comum ver pessoas com óculos sem lente andando nas ruas, no metrô ou até mesmo nas festas. Será que isso já chegou ao Brasil? Ainda não consegui tirar uma foto, mas tentarei em breve, me aguardem.

O espírito do natal na China

Embora os chineses - em geral - não comemorem o natal, a maioria - pelo menos em Pequim - já sabe o que é e sabe quem é o Papai Noel.

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E esse aí sou eu, fazendo uma visita em uma creche no norte da cidade.

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As criança adoraram conhecer o “bom velhinho” e adoraram mais ainda ganhar doces. Das quase 150 crianças que brinquei, apenas 2 ou 3 ficaram com medo de mim. Já é um bom começo, não?

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Ao longo da semana eu volto para contar um pouco mais do natal aqui em Pequim.

Beijing abaixo de zero.

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Os lagos de Beijing já estão congelados e, com uma grossa e segura camada de gelo, já servem de entretenimento para chineses e estrangeiros.

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O domingo amanheceu ensolarado e sem vento, particularmente especial para um passeio em família nos principais pontos turísticos da cidade.

Esse é o lago Houhai, que fica um pouco ao norte da Cidade Proibida. Movimentado no verão por ser rodeado de bares e restaurantes, vira pista de patinação no inverno. Não vi por aqui um lugar para alugar patins, logo concluí que cada um trouxe o seu par de casa.

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Muitas pessoas foram lá hoje apenas para dar uma conferida, brincar, caminhar sobre o gelo - como eu. Alguns estavam aprendendo a patinar e outros, visivelmente mais experientes, jogavam hóquei ou patinavam em alta velocidade.

Eu, que nunca tinha pisado num lago congelado, achei o máximo. Logo, logo devo arriscar uma patinada no gelo. Alguns amigos canadenses querem me convencer a jogar hóquei… bom, vamos ver como será minha primeira experiência no gelo, depois penso em praticar alguns esporte.

AmanTV em Pingyao (uma cidade da China)

Na China, faça como os chineses

Os chineses têm uma expressão popular que eu gosto muito: “入乡随俗 / ruxiang suisu”. É algo como “quando chegar em algum lugar, aprenda os costumes locais” ou, como a gente conhece no ocidente, “Em Roma como os romanos”.

O que isso significa? Que quando você está em algum lugar deve passar a viver os costumes locais. Hummmmm….. vejamos…. estou aqui na China há mais de um ano… mas ainda não consegui viver como um chinês. Aliás, poucas pessoas conseguem vir para a China e viver como os chineses.

Para exemplificar melhor, fiz uma lista das coisas que eu já faço como os chineses e uma lista do que eu ainda não consigo fazer como os chineses.

O que eu já faço como os chineses:

-Tomar chá, muito chá, o dia inteiro
-Comer arroz de palitinho
-Ir às compras de bicicleta
-Tomar cerveja quente
-Beber muita, muita cerveja (mas isso eu já fazia, não sei se conta)
-Barganhar em qualquer lugar, inclusive no restaurante

 

O que eu NÃO faço como os chineses:

-Comer macarrão instantâneo no café da manhã
-Fazer cocô de cócoras sem me segurar em nada
-Andar de costas pra “viver mais”
-Comer cachorro
-Comer macarrão no palitinho
-Comer 1kg de pimenta por dia
-Comer 1 kg de alho por dia
-Passar o dia escarrando no chão
-Comer tudo com muito azeite, muito mesmo
-Jantar às 5h30 da tarde
-Mudar de nome para “dar sorte”
-Fazer taijiquan (taichichuan, no Brasil) às 7h da manhã
-Escrever os caracteres chineses em “letra cursiva”
-Sentar de lado quando estou na carona da bicicleta
-Sair de pijama na rua
-Ir de pijama ao restaurante
-Tirar sarro dos estrangeiros pensando que eles não entendem nada de chinês
-Fumar dentro de elevador
-Fumar em qualquer lugar

Forest Gump chinês faz sucesso na internet

Esse vídeo foi postado no YOUKU, o youtube chinês, há menos de uma semana e já está entre os mais vistos.

Mostra a história de “A-Gan” um homem chinês que tem problemas mentais, assim como o Forrest Gump, aquele filme com o Tom Hanks.

O vídeo está em chinês, é claro, mas eu consegui uma tradução para o inglês que você pode ler aqui.

Esse outro vídeo é a continuação do primeiro. Mostra a família e o lugar onde ele nasceu. A história é comevente, mesmo para quem não entende uma só palavra de chinês.

Disco do Guns N’Roses é banido da China

O recém-lançado CD do Guns N’Roses, Chinese Democracy (democracia chinesa), foi banido da China. Ora, com esse nome, não me admira que tenha sido banido. Ainda não ouvi e nem sei se o conteúdo é agressivo ao “regime”. Mas tenho certeza que em breve poderei comprar uma cópia ilegal do CD em qualquer esquina.

Nesse vídeo, em inglês, dá pra se ter uma idéia da repercussão por esses lados.

Pelo menos o site deles ainda não foi bloqueado por aqui.

Comemoração no frio, só com cachaça

Pingyao - Um passeio pelo passado da China

Pingyao é uma pequena cidade fundada há 500 anos na província de Shanxi, mas que tem uma história de mais de 2700 anos. O muro que cerca a cidade é o mais bem conservado da China e protegeu o lugar durante as dinastias Ming e Qing.

Passear pelas ruas de Pingyao é como voltar no tempo, prédios com uma arquitetura encantadora e ruas recheadas de pequenos restaurantes, artesanatos e lojas de antiguidades. Foi, com certeza o passeio mais tranquilo que já fiz na China. Poucos turistas andavam pelas ruas e os vendedores não ficaram pegando no meu braço ou me seguindo, prática muito comum por essas bandas.

Em 1997 a cidade foi tombada pela ONU como Patrimônio da Humanidade, o que fez aumentar o interesse dos turistas por esse lugar tão único. As construções, na grande maioria, estão em ótimo estado de conservação. Um desses prédios, inclusive, abriga o “Rishengchang”, primeiro banco da China, fundado em 1816. Fora dos muros, a cidade também cresceu, mas não mantém as características arquitetônicas ou culturais. Cerca de 500 mil pessoas vivem por ali.

Visitar a cidade é fácil, pode-se conhecer tudo a pé, ou alugar uma bicicleta por ¥20. Para entrar nos prédios principais, ou subir no muro, é preciso comprar um ingresso único, que vale por 2 dias e custa ¥120 (¥60 para estudantes). Uma volta completa na cidade, por cima do muro, demora cerca de duas horas.

Pra quem vai passar uma noite, ou mais, há uma série de pequenos hotéis com bons preços e quartos confortáveis. Essa foto aí de cima é do hotel onde eu fiquei, o Zhengjia, localizado bem no centro da cidade, perto de tudo. O local, além de aconchegante, oferece serviços muito bons. Pode-se conseguir um quarto bom por cerca de ¥100. Aliás, foi lá que eu comprei o “Uísque de Pingyao”, uma bebida muito saborosa, mas que deve ter encurtado a minha expectativa de vida em uns quatro anos.

Como chegar: Bom, eu optei pelo avião. O vôo de Beijing a Taiyuan, capital da província, saiu por ¥590 (ida e volta). Do aeroporto, pega-se um ônibus até o centro de Taiyan por ¥15. De lá, pega-se outro ônibus que vai até a rodoviária de Pingyao. Duas horas de viagem por ¥25. Por mais ¥10 você entra numa daquelas motinhos de 3 rodas e vai até o centro da cidade histórica. Quer saber quanto dá tudo junto? Faz as contas.

E olha o que eu encontrei numa das minhas caminhadas… uma igreja Católica. Moro na China há mais de um ano e sei o quanto é difícil encontrar igrejas por aqui.

Tradução: Bicicletas ou bicicletas elétricas não são permitidas nas ruas de “caminhar”

Na parte central da cidade história é proibido entrar de carro. E é proibido entrar de bicicleta também, mas ninguém dá bola pra placa, nem mesmo a polícia. A bicicleta é o principal meio de transporte.

Missão Impossível (I)

Tente conseguir alguma informação por telefone com a embaixada brasileira em Pequim.

Perdido em Pingyao

Acabei de voltar de uma viagem de dois dias a Pingyao.

Quer saber mais? Volta aqui amanhã que eu conto tudo, ou quase tudo.