Archive for April, 2009

A despedida foi apenas um até logo…

Tuesday, April 21st, 2009

Eu só não apaguei esse post por causa dos comentários deixados aqui.

É, gente, chegou a hora. Pensei muito sobre o que escrever nesse último post… e nada… não sei o que escrever…

Agradeço a todos que passaram por aqui e, de alguma forma, colaboraram com o bom funcionamento desse site. Foi um prazer enorme ter divido com vocês as minhas experiências nessa terra tão distante e tão interessante.

Vou ficar com saudades.

Mas não se preocupem, em breve surgirão novidades. Deixe aqui uma mensagem com o seu email que eu mando as atualizações.

Valeu pessoal, até a próxima.

Richard Amante (李察)

Mais homens que mulheres na China (muito mais)

Thursday, April 16th, 2009

Fiquei assustado com o número: 32 milhões de homens a mais. Ou seja, a coisa tá ficando complicada pra essas bandas. Ainda mais que tem um monte de chinesa se juntando com estrangeiros… é, a matemática não fecha e não vai fechar por um bom tempo.

Como nenhum número é 100% confiável na China, nunca vamos saber se a diferença é essa mesmo.

Primeiras impressões sobre a “Canton Fair”

Wednesday, April 15th, 2009

-Dizem que é a maior feira do mundo. E deve ser mesmo, três dias é pouco para ver tudo.

-Burocracia e desinformação. Filas enormes para entrar e, mesmo com muita gente trabalhando, levamos quase duas horas para conseguir entrar na feira. Quem trabalhava no balcão de informações não tinha muita informação pra dar. E, na hora de fazer o crachá, três pessoas ficavam dando palpites e fazendo perguntas enquanto outra tentava digitar algo no computador.

Ah, a feira começou hoje e vai até domingo, em Guanzhou, no sul da China.

Correção

A primeira fase da feira termina nesse domingo. A segunda fase vai de 24 a 27 de Abril e a terceira de 3 a 7 de maio. Mais informações no site da feira, em inglês.

Obirgado Érica, pela correção.

Papo de taxista chinês I (Novela brasileira)

Saturday, April 11th, 2009

Entramos no táxi, eu na frente e quatro meninas atrás. Sim, quatro no banco de trás, algo que os taxistas geralmente não aceitam fazer em Beijing, por causa das multas.

A motorista logo puxou conversa, perguntou de onde a gente era e logo depois quis saber se alguma das meninas era minha namorada. “sim, todas são minhas namoradas”, respondi. “E no Brasil ainda tenho mais quatro”, completei. No início ela até acreditou. E me passou uma grande lição de moral (em chinês). Mas depois entendeu que era brincadeira e mudamos de assunto.

Explicou qual palavrões poderíamos usar nas ruas, e quais não deveríamos falar de jeito nenhum. Até aí tudo bem, uma conversa normal, como qualquer motorista de táxi.

Mas em seguida ela passou a falar das novelas brasileiras, que eram muito boas. A que ela mais gostava era uma chamada Nünu (女努). “Uma mulher negra com muita garra, força de vontade”, explicou. Hummmm. Há anos não acompanho novelas, não lembrava o nome dessa em português. Ela contou um pouco do que se passava na novela… e nada… não me lembrei que novela era.

No dia seguinte, a Denisse, uma amiga equatoriana que estava junto, disse que também via essa novela no Equador e que tinha lembrado do nome: Chica da Silva. Não sei, deve ser esse mesmo.

Não é a primeira vez que alguém me fala de novelas brasileiras aqui na china. Lembro inclusive do dia em que liguei a TV e vi o Lima Duarte falando chinês. Vale a pena ver de novo.

Museu do desperdício

Friday, April 10th, 2009

Essa semana a apareceu a notícia de que o governo quer construir um museu em memória ao terremoto que atingiu a província de Sichuan, no ano passado. Bom, tudo bem, legal fazer um memorial para a posteridade, mas não precisa gastar tanto dinheiro assim, né.

O museu está orçado em 2,3 bilhões de Yuans, que equivale a uns 800 milhões de reais. Isso tem gerado muita discussão (principalmente na internet) e reclamação. Ora, dava pra fezer muita melhoria nos locais atingidos pelo terremoto.

Nem vou me meter nessa história… mas eu acho que (censurado)

Coisas pra se fazer em Qingdao

Friday, April 3rd, 2009

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Qindao é uma das cidades mais famosas da China, pelo menos pra mim, por causa da cerveja produzida aqui. É, a melhor cerveja da China, e a mais vendida, é a 青岛. Tudo porque a cidade teve uma grande colonização alemã, anos atrás, quando eu nem estava na China ainda.

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Esse negócio vermelho é o símbolo da cidade. A genialidade do autor da obra é inalcançável para um simples mortal como eu. Não entendi.

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Ah, eu já disse que a cidade sediou as competições de vela da Olimpíada, né. Pois é, o local tá lá ainda, e a gente paga ¥10 (uns R$ 3) pra entrar. Não tem nada lá que valha a pena. É só pra dizer que entrou mesmo.

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Outra opção é visitar o 青岛极地海洋世界 (que pode ser traduzido como “mundo polar oceânico de Qindao”). Eu gostei, vi um monte de peixes, tartarugas, pinguins, ursos polares, tubarões… hummm, me deu uma fome. Na saída fui obrigado a ir num restaurante japonês pra comer um sashimi. Mas achei caro, ¥120.

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Agora me desculpem, tenho que sair pra provar a cerveja direto na fonte. Lá em Pequim o pessoal costuma tomar cerveja quente, vamos ver como é que me servem aqui.

Mais problemas com taxistas… Hoje quase apanhei!!!

Thursday, April 2nd, 2009

Qindao, a cidade que foi sede das competições de vela nas Olimpíadas, parece ser bem organizada e limpa. Estou aqui há apenas oito horas, não pude conhecer muita coisa. Mas nesse curto período já tirei uma conclusão: 50% dos taxistas da cidade são desonestos. Ora, só peguei dois táxis e um deles tentou me sacanear.

Quando entrei no carro o sujeito até puxou uma conversa, tentou me convencer a chamar uma prostituta no hotel, essas coisas. Mas na hora que eu fui pagar… a mesma história de sempre. Dei uma nota de 20, ele fez de conta que procurou troco e disse que não tinha achado. Viu que eu tinha ¥6 na mão e me disse “pode ser ¥6 mesmo”. Pegou os meus trocados e devolveu uma nota falsa de 20.

Ora… eu já fui enganado três vezes assim, em quase dois anos, já peguei uma certa prática. Vi na hora que o dinheiro era falso e comecei a discutir com o sujeito “não foi essa nota que eu te dei”. E ele dizia “foi sim” e é verdadeira, não tem problema não.

Até que o meu humor não estava tão ruim, mas é que estou numa ressaca das brabas… não tive muita paciência, desabei a falar todos os palavrões que sabia em chinês. Aí ele devolveu o troco certo, é claro. Mas eu desci do carro e fui anotar a placa do táxi. Quando ele me viu olhando a placa, desceu correndo com um pedaço de pau e começou a me ameaçar.

Eu juro que pensei e baixar o cacete nele. Me deu muita vontade de quebrar a cara do sujeito. Só que aí eu resolvi baixar a bola, deixar o cara ir embora… sabe como é, eu estou na China, numa cidade desconhecida, falo um chinês bem “meia boca”…. melhor deixar pra lá… não vou brigar por causa de seis reais.

O taxista ainda abriu o porta malas e botou um pano sobre a placa. Ah, e antes de sair ainda berrou um palavrão em inglês. Eu mereço!