Qindao, a cidade que foi sede das competições de vela nas Olimpíadas, parece ser bem organizada e limpa. Estou aqui há apenas oito horas, não pude conhecer muita coisa. Mas nesse curto período já tirei uma conclusão: 50% dos taxistas da cidade são desonestos. Ora, só peguei dois táxis e um deles tentou me sacanear.
Quando entrei no carro o sujeito até puxou uma conversa, tentou me convencer a chamar uma prostituta no hotel, essas coisas. Mas na hora que eu fui pagar… a mesma história de sempre. Dei uma nota de 20, ele fez de conta que procurou troco e disse que não tinha achado. Viu que eu tinha ¥6 na mão e me disse “pode ser ¥6 mesmo”. Pegou os meus trocados e devolveu uma nota falsa de 20.
Ora… eu já fui enganado três vezes assim, em quase dois anos, já peguei uma certa prática. Vi na hora que o dinheiro era falso e comecei a discutir com o sujeito “não foi essa nota que eu te dei”. E ele dizia “foi sim” e é verdadeira, não tem problema não.
Até que o meu humor não estava tão ruim, mas é que estou numa ressaca das brabas… não tive muita paciência, desabei a falar todos os palavrões que sabia em chinês. Aí ele devolveu o troco certo, é claro. Mas eu desci do carro e fui anotar a placa do táxi. Quando ele me viu olhando a placa, desceu correndo com um pedaço de pau e começou a me ameaçar.
Eu juro que pensei e baixar o cacete nele. Me deu muita vontade de quebrar a cara do sujeito. Só que aí eu resolvi baixar a bola, deixar o cara ir embora… sabe como é, eu estou na China, numa cidade desconhecida, falo um chinês bem “meia boca”…. melhor deixar pra lá… não vou brigar por causa de seis reais.
O taxista ainda abriu o porta malas e botou um pano sobre a placa. Ah, e antes de sair ainda berrou um palavrão em inglês. Eu mereço!