Papo de taxista chinês I (Novela brasileira)

Entramos no táxi, eu na frente e quatro meninas atrás. Sim, quatro no banco de trás, algo que os taxistas geralmente não aceitam fazer em Beijing, por causa das multas.

A motorista logo puxou conversa, perguntou de onde a gente era e logo depois quis saber se alguma das meninas era minha namorada. “sim, todas são minhas namoradas”, respondi. “E no Brasil ainda tenho mais quatro”, completei. No início ela até acreditou. E me passou uma grande lição de moral (em chinês). Mas depois entendeu que era brincadeira e mudamos de assunto.

Explicou qual palavrões poderíamos usar nas ruas, e quais não deveríamos falar de jeito nenhum. Até aí tudo bem, uma conversa normal, como qualquer motorista de táxi.

Mas em seguida ela passou a falar das novelas brasileiras, que eram muito boas. A que ela mais gostava era uma chamada Nünu (女努). “Uma mulher negra com muita garra, força de vontade”, explicou. Hummmm. Há anos não acompanho novelas, não lembrava o nome dessa em português. Ela contou um pouco do que se passava na novela… e nada… não me lembrei que novela era.

No dia seguinte, a Denisse, uma amiga equatoriana que estava junto, disse que também via essa novela no Equador e que tinha lembrado do nome: Chica da Silva. Não sei, deve ser esse mesmo.

Não é a primeira vez que alguém me fala de novelas brasileiras aqui na china. Lembro inclusive do dia em que liguei a TV e vi o Lima Duarte falando chinês. Vale a pena ver de novo.

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