Archive for February, 2010

Festival das lanternas: fim do foguetório e dia de comer yuanxiao

Saturday, February 27th, 2010

Domingo é o décimo quinto dia no ano lunar chinês, em que se comemora o Festival das Lanternas. O foguetório que começou há mais de duas semanas, antes ainda do ano novo, vai acabar, para nossa sorte. As barracas que vendem fogos ainda estão espalhadas pela cidade, e tem gente que acorda às 3h da manhã para soltar bombas na frente do meu prédio. Chega a ser irritante. Além de ouvir fogos o dia inteiro, temos que ouvir foguetes durante a madrugada inteirinha.

Tenho vontade de comprar várias caixas de foguetes para soltar durante a madrugada, todos os dias do próximo mês. Mas como é proibido soltar fogos fora de época, posso ir em cana. Então prefiro não arriscar.

Em alguns lugares, como Hanzhou, por exemplo, o foguetório é maior no festival das lanternas do que na virada de ano. Domingo, além de soltar foguetes, também é dia de comer o yuanxiao, um bolinho feito de farinha de arroz glutinoso, com recheio doce, de feijão ou gergelim. O bolinho é cozido e pode ser comido puro ou acompanhado de outros pratos. Eu ainda não provei, mas quero experimentar essa semana.

Festival de gelo e neve em Harbin, China

Friday, February 26th, 2010

Quando embarquei no avião rumo a Harbin, eu já sabia que encontraria temperaturas abaixo dos 20 graus Celsius negativos, mas não imaginava que encontraria uma cidade tão grande. Logo na chegada, na porta do aeroporto, tive uma idéia do que me esperava por lá nos dois dias seguintes. Ao meio dia, o termômetro marcava -10ºC e uma enorme construção de gelo servia de fundo para a primeira foto dos turistas.

Só agora, no meu terceiro inverno na China, criei coragem para visitar Harbin e conhecer de perto as tão famosas esculturas de neve e gelo. Juntei as economias, comprei roupas e sapatos apropriados, enchi a mochila de chocolates e fui. No primeiro dia, descobri que o frio de lá é muito mais gelado do que eu imaginava. Descobri, também, que Harbin é a décima maior cidade da China, com 10 milhões de habitantes.

O festival de gelo e neve começou no início de janeiro, mas eu esperei até o final do inverno, para pegar uma temperatura um pouco mais suportável. Em janeiro, os termômetros chegam a indicar temperaturas abaixo dos -30ºC e eu aproveitei dois dias de folga durante o Festival da Primavera para fazer essa viagem. Poderia ter ficado mais tempo, visitado mais museus e porques, mas não estou habituado a esse frio.

Durante o dia, o principal ponto turístico da cidade é a Ilha do Sol, onde estão expostas diversas esculturas de neve. O preço do ingresso é um pouco caro para os padrões chineses, RMB 150 (R$ 40). Mas, para quem vem de um país tropical, é algo simplesmente impressionante, o passeio vale cada centavo.

No final da tarde, todos os turistas partem em direção ao festival de gelo, onde a entrada é ainda mais cara, RMB 200 (R$53). As esculturas de gelo ficam ainda mais bonitas com o cair da noite, quando a iluminação é ligada. Cavalos, um tabuleiro de xadrez gigante, réplicas dos Guerreiros de Terracota, da muralha da China e de outras famosas construções são erguidas com blocos de gelo e enfeitadas com luzes coloridas. “Logo, logo, tudo isso vai derreter”, pensei. Tirei muitas fotos, fiz um vídeo, tomei café quente e voltei correndo para o hotel. Meus pés estavam congelando, meu nariz e minhas bochechas doíam, e até os cílios estavam congelados.

À noite, ainda pude passear pela Zhongyang dajie, a rua mais famosa da cidade, que tem muitos bares e restaurantes, com uma grande influência russa nas construções. No dia seguinte, ainda visitei a imponente igreja de Santa Sofia, construída no início do século passado e que ostenta uma lindíssima arquitetura bizantina.

Pouco depois do meio-dia, começou uma forte nevasca que, em breve poderia interromper o trânsito e até impedir pousos e decolagens de aviões. Não tive dúvidas, entrei num táxi e fui direto para o aeroporto. Melhor esperar algumas horas a mais por lá, do que passar mais um dia na congelante Harbin. A cidade tem muitos outros pontos turísticos, mas eu fui apenas para ver as esculturas e e saí de lá muito contente. Foi um passeio lindo, mas que eu dificilmente repetirei. Prefiro lugares mais quentes, com praia, coqueiros, sol, mar e cerveja gelada.

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Tuesday, February 23rd, 2010

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