Cadê minha bicicleta?

“Acordei atrasado. O relógio made in china me deixou na mão mais uma vez. Era a terceira vez que isso acontecia em menos de duas semanas. Em quinze minutos eu deveria estar na universidade para fazer um exame. Sorte que eu morava do lado. Se pedalasse rápido, chegaria a tempo.

Passei água no rosto, escovei os dentes, troquei de roupa e saí. Desci os seis andares pulando os degraus de dois em dois (meu prédio não tem elevador). Era só montar na bicicleta e sair pedalando. Abri a porta, olhei pra frente e parei. “Ué, cadê minha bike?”. Ela tinha ficado ali, bem perto da porta, na noite anterior. “Ou será que deixei em outro lugar e não me lembro?”, pensei. Com uma rápida olhada, percebi que ela não estava por perto. De braços abertos, exclamei em português: “Roubaram a minha bicicleta! Eu sabia que devia ter consertado o cadeado”.

No dia anterior, o cadeado havia quebrado. Eu não tinha como prender a bicicleta. “Ninguém vai querer roubar uma coisa velha dessa”, pensei, enquanto colocava a bicicleta no meio das outras, no estacionamento. A corrente, inútil no momento, ficou no cestinho e eu fui dormir.

Ainda de braços abertos, dei mais alguns passos e… e… hum… não acreditei no que vi. No lugar da bicicleta havia um bilhete, um pedaço de papel no chão com duas pedras em cima. “Caramba, ladrão chinês deixa recado!”. Dei umas gargalhadas e peguei o papel.”

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